Sem solução: rolo entre CB1000 e Mini Cooper tem receio, soluço e desfecho inesperado

Era uma tarde comum no estacionamento de repasses da UAI Veículos quando um rapaz encontrou o Pastor Evandro, interessado em trocar a sua CB 1000, versão Capitão América, em um Mini Cooper S Cabrio 2011, por coincidência do mesmo ano da moto.
O Pastor Evandro, inicialmente, fica receoso com a quantidade de cheques que o homem, que é de Mogi Guaçu, traz consigo no bolso. O engraçado é que Mogi Guaçu é conhecida como a cidade dos carros. Mesmo assim, não raramente aparecem pessoas que saem de lá para negociar em Socorro, SP, cidade onde fica situada a UAI Veículos.
CB1000R Capitão América
Tomando a linha 2014 como referência técnica, e não como confirmação do ano da moto negociada, o grande destaque da Honda CB1000R é o seu motor de 125 cv derivado da superesportiva CBR1000RR, que entrega uma aceleração brutal e linear, ideal tanto para o uso urbano quanto para a estrada. Essa força é perfeitamente complementada pelo icônico braço oscilante monobraço (Pro-Arm) na traseira, um elemento de design exótico que deixa a roda totalmente exposta e eleva o status visual da moto. É justamente esse conjunto que transformou a CB1000R em uma das nakeds mais desejadas da época, unindo desempenho e um visual que continua chamando atenção até hoje.

Na compra de uma usada, vale conferir o sistema de freios da unidade: não dá para assumir a presença de C-ABS só pelo nome CB1000R. O manual da Honda para a linha 2014 diferencia as versões CB1000R e CB1000RA. Ano, versão e equipamentos precisam ser confirmados antes de fechar negócio.
Apesar da excelente reputação, a CB1000R 2014 possui alguns problemas conhecidos pelos proprietários. Os mais comuns são a queima do estator e do retificador causada por superaquecimento elétrico, além do banco original bastante rígido, que pode incomodar em viagens longas. O custo das peças exclusivas da traseira monobraço também costuma assustar quando chega a hora da manutenção.
Outro ponto importante é que o motor exige respeito. Cortes de giro constantes e uso abusivo podem comprometer componentes internos, especialmente as bronzinas. Soma-se a isso o seguro extremamente caro, consequência do alto índice de furtos e roubos do modelo no Brasil, fator que pesa bastante na decisão de compra.
O soluço durante a negociação
O humor dessa negociação vem do soluço do cliente, que, a princípio, parecia ser apenas algo passageiro. Só que, conforme a conversa avança, os soluços vão aumentando e, confesso, comecei a ficar preocupado com o amigo.
Mas uma coisa precisa ficar clara: o vídeo não permite saber a causa nem há quanto tempo ele estava assim. Minha preocupação é com o amigo, não uma tentativa de fazer um diagnóstico pela internet.

Deu negócio?
Infelizmente, o meu Malvado Favorito não nos mostrou se deu ou não negócio dessa vez. O que se sabe é que o carro estava sem gasolina, motivo pelo qual o Pastor acreditava que ele estava falhando. 😂
O que eu espero mesmo é que o nosso amigo esteja bem. Se alguém souber o final dessa história, ficarei feliz em receber um comentário aqui.
Até a próxima.
